Istambul: Orgulho e Melancolia
Programa «Câmara Clara», RTP 2
14 de Março
CONVIDADOS: ALEXANDRA LUCAS COELHO E BRUNO REIS Istambul é a Capital Europeia da Cultura 2010 e o Centro Cultural de Belém e o TEMPO - Teatro Municipal de Portimão criaram um festival com duas frentes que nos transporta à cidade "prodigiosa", como lhe chamou Manuel Teixeira-Gomes. A palavra "Istambul" é uma corruptela turca da expressão "A Cidade". Ora, "A Cidade" é a que Orhan Pamuk, o único turco distinguido com um Nobel, nos dá em Istambul - Memórias de uma Cidade; é a que o cineasta Fatih Akim nos dá em Crossing the Bridge e são muitas outras criações, histórias, tensões, encontros. Istambul, A Cidade, é uma das mais radicais amálgamas culturais e históricas, e para a maioria dos seus vizinhos - do Médio Oriente aos Balcãs, passando pelo Cáucaso e pela Europa -, a Turquia è sempre "o outro". O quanto do "outro" sou "eu" é aquilo de que a jornalista e escritora Alexandra Lucas Coelho e o historiador, especialista em Segurança Internacional, Bruno Reis - os convidados desta emissão - nos vão falar. Pelo caminho, virão ainda o genocídio dos arménios, o massacre dos curdos, a (falta de) liberdade de expressão, as relações com os EUA e a UE, nacionalismos e cosmopolitismo, laicidade e islamização, a poesia de Názim Hikmet, a absoluta singularidade de A Cidade. Um programa que vai querer ver. | Abel Barros Baptista, tradutor de Adam Phillips, sobre o autor e sobre «Monogamia»
11 de Março
Abel Barros Baptista, Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, ensaísta premiado e cronista, publicou já na Angelus Novus um magnífico livro de crónicas - A Infelicidade pela Bibliografia -, tendo ainda organizado o primeiro volume da colecção ReVisões, sobre A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós. Na mesma colecção, coordenou um volume sobre um dos grandes textos da literatura portuguesa, Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, autor cujos estudos fortemente renovou. Ouvimo-lo sobre as questões levantadas pela tradução, a todos os títulos exemplar, que fez de Monogamia, de Adam Phillips, obra que editámos em 2008, inaugurando a edição das obras do famoso psicanalista e ensaísta inglês em Portugal. |
Benjamin Zander, maestro
Programa «Pessoal... e Transmíssivel», TSF
10 de Março
Descobriu que o dia em que foi despedido lhe abriu um mundo de oportunidades novas e é a isso que chama «a arte da possibilidade». O maestro Benjamin Zander é o convidado para a conversa ao fim da tarde com Carlos Vaz Marques. | Cérebro, Emoções e Arte
Programa «Câmara Clara», RTP 2
7 de Março
CONVIDADOS: AFONSO CRUZ E MÁRIO SIMÕES Alice no País das Maravilhas, agora na versão de Tim Burton, acaba de estrear nas salas de cinema do país. Revendo a história da estória original, de Lewis Carroll, e a biografia do seu autor, pergunta-se: de onde é que lhe saíram estas ideias, estas imagens, estes mundos? Uma pergunta susceptível de se estender a qualquer criação artística. Das memórias ao processamento das emoções, o psiquiatra Mário Simões e o artista Afonso Cruz, conduzem-nos pelos labirintos dos processos mentais da criação. Uma das hipóteses na mesa: será que Dogdson, o homem que inventou a "primeira" Alice, usou as alucinações que as enxaquecas lhe provocavam para criar o universo fantástico de Alice no País das Maravilhas? |
Amélia Muge
Programa «Bairro Alto», RTP 2
23 de Fevereiro
Já ouvimos as suas composições interpretadas por Mísia, Mafalda Arnauth, Cristina Branco, Ana Moura e Camané, entre outros. Mas também na sua própria voz. Em Dezembro de 2008 subiu ao CCB com o espectáculo Uma Autora, 202 Canções – o número de temas que até a essa data estavam registados em seu nome na Sociedade Portuguesa de Autores. Inspirado nesse concerto surge agora o disco com o mesmo nome: Uma Autora, 202 Canções. Amélia Muge é a convidada do Bairro Alto desta semana. Nascida em Moçambique, em 1952, viu Lourenço Marques tornar-se Maputo, e só em 1984 fez as malas para Portugal. Já licenciada em História, chegou a Lisboa, começou a trabalhar com Júlio Pereira, envolveu-se em variadíssimos projectos fora da música e só em 1992 editou Múgica, o seu primeiro trabalho. A partir daí, a menina que chegou a estudar em pianos de papel, foi semeando melodias e versos na música portuguesa. | Jorge Crespo
Programa «Sinais», TSF
18 de Fevereiro
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Máscara - da Tradição à Invenção
Programa «Câmara Clara», RTP 2
7 de Fevereiro
CONVIDADOS: ANDRÉ GAGO E PAULA GODINHO "Tremenda, misteriosa, fascinante" - a máscara revela mais do que esconde. Em vésperas do Carnaval, a antropóloga Paula Godinho e o actor André Gago explicam-nos o carácter único das máscaras da tradição popular trasmontana, uma tradição que se perde na nebulosa dos tempos. Com a ajuda de algumas das máscaras da colecção de André Gago e excertos de filmes das realizadoras Catarina Alves Costa e Catarina Mourão, esta emissão leva-nos do pavor que a máscara do Chocalheiro (a mais forte na tradição trasmontana) inspira até hoje, às máscaras que o pintor João Vieira fez a partir dos Caretos trasmontanos, passando pelas máscaras do Teatro Grego e da Commedia dell'Arte. André Gago diz Jorge Luis Borges e Rosa Lobato de Faria diz Sophia de Mello Breyner. | Canta, Calhandra
Programa «Sinais», TSF
2 de Fevereiro
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Galegos de cá e lá
Documentário, RTP
Janeiro
"Galegos de cá e lá", um documentário de Júlia Fernandes, que se debruçou sobre as aldeias galegas. A fronteira entre Trás-os-montes e a Galiza foi sendo ajustada ao longo dos séculos. O primeiro grande acordo fronteiriço com os espanhóis foi o tratado de Alcanizes assinado por D.Dinis. Mas, desde então mantiveram-se algumas dúvidas sobre pequenos áreas e aldeias cuja a situação era menos clara. Vizinhos galegos e portugueses nunca se importaram muito com a situação…umas vezes pertenciam a um lado, outras mudavam de posição, mas, no fundo eram todos parentes, a História está aí para prová-lo. Até que, há pouco mais de cento e quarenta anos, pelo “Tratado de Lisboa”, o estado português e o estado espanhol acordaram numa divisão fronteiriça mais científica, mais apoiada em mapas, a mesma que persiste até hoje. Mas, entre Trás os Montes e a Galiza, uma região pequena mas muito próspera – o couto misto - viu completamente alterada a sua vida. O couto era constituído por três aldeias e conservava desde a Idade Média uma série de privilégios, um dos quais era não pertencer nem a Espanha nem a Portugal. Na partilha, o couto misto foi extinto, ficou integrado em Espanha por troca de três aldeias, ditas promíscuas (com população galega e portuguesa), situadas junto a linha fronteiriça e que passaram integralmente para Portugal. Actualmente, a prosperidade do couto é apenas uma recordação e as aldeias do lado de cá e do lado de lá da fronteira padecem do mesmo mal: a desertificação. | A Boa Cultura da Boa Mesa
Programa «Câmara Clara», RTP 2
20 de Dezembro de 2009
CONVIDADOS: INÊS DE ORNELLAS E CASTRO E ANTÓNIO MANUEL MONTEIRO Na última emissão antes do Natal, trocamos tradições culinárias, histórias de cozinhas e receitas. Da Antiguidade Clássica à contemporânea cozinha de autor. Portugal tem uma "cozinha mediterrânica"? Para que servia o azeite no séc. XI ou no séc. XVI? Sabe que há restaurantes, em Portugal, que servem pratos concebidos por "druidas"? A latinista Inês de Ornellas e Castro e o agrónomo e agricultor António Manuel Monteiro são ambos investigadores e autores da História e das Culturas da Alimentação. Eis uma emissão de fazer crescer água na boca. Rendemos também homenagem aos criadores que morreram em 2009: de Isabel Alves Costa a Raul Solnado, de John Updike a Pina Bausch. |
Crise Ambiental: Separar o trigo do joio
Programa «Câmara Clara», RTP 2
13 de Dezembro de 2009
CONVIDADOS: MARIA HELENA HENRIQUES E VIRIATO SOROMENHO-MARQUES Há dois portugueses a quem devemos a vinda ao nosso país, nos dois últimos meses, de alguns dos maiores especialistas mundiais em questões ambientais: Maria Helena Henriques, a coordenadora da Comissão Nacional do Ano Internacional do Planeta Terra, e Viriato Soromenho-Marques, o comissário da grande conferência internacional O Ambiente na Encruzilhada da Fundação Calouste Gulbenkian. Por causa destes dois activistas pela sustentabilidade da vida no planeta, vamos poder escutar em primeira mão, no Câmara Clara, cinco figuras de referência a uma escala global: Malini Mehra, Ruud Lubbers, Pedro Arrojo-Agudo, Julie Packard e Jonathan Porritt. Pessoas, rios e bosques; ética, políticas e negócios; segurança alimentar e saúde - eis alguns dos temas que aqui se tratam com clareza enquanto decorre a Cimeira de Copenhaga. Afinal, que lugar ocupa na crise ambiental a questão das alterações climáticas? Temos ainda, como sempre, livros novos e exposições e espectáculos de que vai querer saber. | Arevalillo
Programa «Sinais», TSF
4 de Dezembro de 2009
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O céu dos nossos avós, Instrumentação em Astronomia
Programa «Os Dias Do Futuro», Antena 1
14 de Novembro de 2009
Os investigadores, a inovação e os projectos de desenvolvimento num formato de Edgar Canelas | Nada na manga
Programa «Sinais», TSF
9 de Outubro de 2009
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O Mar Que Há No Tejo
Reportagem TSF
18 de Junho de 2009
Na cantiga de uma mulher misturam-se as águas do mar e deste rio. Da margem, segue os movimentos de um barco. É preciso chegar perto para escutar os remos a bater na água, fazendo saltar os peixes para as redes. Por aqui passa a memória dos avieiros, pescadores de Vieira de Leiria que, ainda no século XIX, procuraram o sustento no Tejo (e também no Sado). É esta memória que várias instituições, lideradas pelo Instituto Politécnico de Santarém, candidataram a Património Nacional. As casas palafíticas, as bateiras e outras embarcações, as várias artes de pesca mas também as histórias que ainda se contam, os gestos, alguns sabores. “O Mar Que Há No Tejo” é uma grande reportagem de Rita Costa com sonoplastia de Herlander Rui. | As Escolhas de Marcelo
RTP 1
14 de Junho de 2009
Marcelo Rebelo de Sousa recomenda o livro "Camponeses, Cultura e Revolução", de Sónia Vespeira de Almeida. |
Educação pela Arte
Programa «Câmara Clara», RTP 2
31 de Maio de 2009
CONVIDADOS: MADALENA VICTORINO E NATÁLIA PAIS O exemplo mais banal: "Quando não sei o que fazer comigo própria vou ao cinema. Uma ida ao cinema pode salvar-me um dia. Não é isto uma forma de salvar a vida?" Quem explica assim um dos aspectos salvíficos da arte é Madalena Victorino que, com Natália Pais, toma o pulso à educação pela arte em Portugal. Ao indiscutível boom dos serviços educativos nos museus e instituições culturais correspondeu a massificação do acesso: as escolas integram com grande entusiasmo visitas a exposições, idas ao teatro e a concertos. Mas a pergunta é: o que fica desses raids tantas vezes apressados, apinhados, superficiais? Na véspera do Dia Mundial da Criança fique a saber como se pode fazer melhor na educação pela arte. Uma emissão que lhe traz ainda livros e CD novos, concertos, as exposições de Jorge Molder, Joana Vasconcelos e Pancho Guedes, e Arena, o filme de João Salaviza que ganhou a Palma de Ouro em Cannes. | Quando A Rua Era Para Brincar
Reportagem TSF
28 de Maio de 2009
Brincavam à apanhada e ao que a fantasia quisesse. Brincavam com pedras, com caricas, com frutos, com bichos e, como diria Miguel Torga, “instintivamente como um bicho”. À beira de mais um Dia Mundial da Criança, a TSF pede boleia às memórias de mais velhos. Alguns lembram “uma infância pobretana”, outros recordam carros miniatura e louça faz-de-conta. Nestes dias em que muito do divertimento das crianças passa por consolas e computadores, longe da rua, as brincadeiras antigas contam histórias de tempos rijos, tempos felizes, com todo o tempo do mundo que era a rua. "Quando a Rua Era Para Brincar" é uma grande reportagem de Fernando Alves com sonoplastia de Mésicles Helin. |
O Medo
Programa «Câmara Clara», RTP 2
24 de Maio de 2009
CONVIDADOS: CLARA SARAIVA E JOSÉ LUÍS PIO ABREU Incapacitante ou propulsor de criação, o medo condiciona parte importante das nossas vidas. O medo da Gripe A, do desemprego, dos atentados ou assaltos violentos, o medo da solidão, o medo pelo futuro dos nossos filhos. E, omnipresente, o medo de morrer. Como tirar partido da consciência de que a morte é inevitável? A antropóloga Clara Saraiva, que estudou os ritos funerários nos EUA, na Guiné e em Portugal; e o médico psiquiatra José Luís Pio Abreu, autor de livros de promoção de saúde mental e especialista em perturbações de ansiedade, vão dar-nos algumas chaves para lidarmos melhor com os nossos medos. Os escritores Mário Cláudio, de Portugal, Bernardo Carvalho, do Brasil, e Rawi Hage, do Líbano, partilham connosco medos seus; Rui Morisson diz-nos Al Berto, o poeta de O Medo. E entre outras novidades dos espectáculos, dos filmes, das exposições e dos concertos, María Berasarte, a espanhola que canta fado em castelhano, vai surpreendê-lo. | Os Dias do Futuro
Antena 1
7 de Março de 2009
Os investigadores, a inovação e os projectos de desenvolvimento num formato de Edgar Canelas. |


