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Ana de Sousa Gil
16 de Março de 2005
«A grande aposta dos que se dedicam ao estudo da cultura tradicional penso que é o de reunir não conchas avulsas de um mar ausente mas sinais vivos de uma realidade desmesurada.» - Teresa Rita Lopes |
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Anabela Almeida Gonçalves
10 de Outubro de 2005
«Como a maioria dos assuntos que despertam séria curiosidade e irreprimível paixão em quem os estuda ou em quem se interessa minimamente por eles, o caso da literatura tradicional reveste-se de alguma complexidade a nível de nomenclatura... » |
(pontos de partida; algumas perspectivas teóricas e metodologias)
Paula Morgado Sande
Outubro de 2007
O edifício teórico que sustenta o IELT - Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa - é, por vocação, eminentemente multidisciplinar. O seu campo de estudos, a que podemos chamar literatura tradicional/popular de transmissão oral, etnoliteratura ou, cobrindo uma área mais vasta de investigação, património dos textos orais e das tradições populares, inclui fundacionalmente um trabalho de recolha e de investigação de textos, de práticas e de objectos que permitem a compreensão de visões do mundo. Recolhendo e lendo os textos produzidos, preservados e estimados no interior da comunidade afectiva e cultural - uma comunidade animada pela memória e que, por amor de si própria, os conserva e transmite como legado às novas gerações - o investigador pesquisa, apreende e esclarece modos de relação do humano (o ser individual e o colectivo; pessoas, grupos sociais e comunidades) com o meio físico e a realidade social e cultural entendida como lugar de partilha de crenças, de experiências e de valores. Ou seja, o investigador intenta perceber e descrever os modos como os indivíduos e os grupos sociais percepcionam o mundo e habitam os lugares e de que formas traduzem, através do praticar - falar, contar, recontar, dançar, ritualizar, representar… - essas visões e essas experiências do mundo. |


